Confira esse texto da nossa Presidente, Marici Ferreira. E você, acredita na educação???

Muito mais do que publicidade infantil, eu quero educação para todos. Talvez essa seja uma frase muito contundente para começar o texto. Mas a verdade é que todo envolvimento com o tema de publicidade infantil e educação ao longo dos anos, me fazem querer ir direto ao ponto.

Para mim, essa deveria ser a questão central deste debate. Deste e de qualquer outro que envolva o bem-estar de crianças e adolescentes. Quanto mais me envolvo com o tema, mais vejo que falamos muito sobre os possíveis efeitos da comunicação mercadológica, mas falamos pouco ou quase nada, a respeito daquilo que faz a comunicação ser formadora e não alienadora: a educação para todos.

Quanto mais eu busco argumentos para aquilo que eu acredito: que a comunicação mercadológica de produtos para crianças é realizada de maneira responsável e alinhada com aquilo que é praticado na maioria dos países que abordam a publicidade infantil, vejo que o grande elo de sucesso desses países está na educação de qualidade para todos.

Eu realmente não acredito que a discussão, pautada como está, vá gerar frutos mais sólidos do que se nos uníssemos nacionalmente e com total empenho para ações e iniciativas em prol da educação. Aí deveriam estar concentrados todos os esforços.

Recentemente, o Brasil recebeu a ativista Malala Yousafzai e foi tão bonito ver Malala levantar essa bandeira das ações coletivas em prol da educação. Como ela trouxe à tona essa ideia de união para a educação e da importância de criar uma rede sólida de ações vindas de todos os lados. Para mim, foi mais um sinal apontando para o que deveria ser prioridade.

Se quisermos fortalecer a economia, ajudar no crescimento, na democracia e promover a estabilidade do país, devemos ser capazes de enxergar além e dar as mãos. Não faz mais sentido, ficar apenas no debate teórico de uma ineficiente regulamentação da comunicação mercadológica de produtos destinados a crianças e jovens.

Devemos pensar coletivamente ao invés de promover discussões polarizadas que só debatem extremos. Devemos seguir juntos, mesmo que pensando sob diferentes pontos de vista. Eu tenho essa convicção. Mais do que uma convicção, um sonho.

E eu acredito que acima de todas as divergências de ideias, esse pode ser um sonho de todos nós que defendemos sob algum ponto de vista a criança e o adolescente. Eu acredito que esse sonho pode ser real. E você?

________

*Se você conhece algum projeto de educação inspirador, compartilhe comigo!

Marici Ferreira – Presidente ABRAL – Associação Brasileira de Licenciamento

Deixe seu comentário