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Com um Universo de mais de oito mil super-heróis, a Marvel é um exemplo de marca que historicamente soube cultivar uma audiência fiel com seus quadrinhos, e também ganhar uma legião de jovens fãs nos últimos anos com filmes para o cinema. O público infantil, no entanto, representa um desafio particular para a marca, que este ano reforça o investimento em produtos específicos para crianças.

Na área de entretenimento familiar, a Marvel foca em duas novas animações, Marvel Rising: Secret Warriors e Marvel Superhero Adventures. A primeira, voltada para meninas pré-adolescentes, de 8 a 11 anos, será lançada este ano; já a segunda, foi lançada ao final de 2017 no canal Disney Junior, nos Estados Unidos, e é voltada para crianças em fase pré-escolar, entre 3 e 6 anos.

“Nosso público principal hoje é o de jovens adultos, e o público adulto já está bem coberto. No momento, estamos focando em audiências que não necessariamente cresceram com os quadrinhos. Essas animações são um ponto de entrada dessas crianças para o storytelling da Marvel”, diz Cort Lane, vice-presidente sênior da Marvel para animação e entretenimento familiar, que participou da Rio2C na quarta-feira, 4.

A série para o público pré-escolar tem como protagonista o Homem Aranha em sua versão mirim. “Muitas dessas crianças, pela classificação indicativa, não podem assistir a nossos filmes e mesmo algumas de nossas séries animadas, então esta era uma lacuna que precisávamos preencher”, complementou.

Ambas as animações contam com uma estratégia multiplataforma com conteúdos que podem ser fragmentados em pílulas de vídeo para internet,  ou compor episódios maiores para TV. “Crianças não assistem episódios de forma diária ou semanal como faziam há cinco anos. Essa flexibilidade de formatos permite a cada exibidor parceiro ou plataforma de conteúdo trabalhar o conteúdo da forma que melhor se encaixa à sua estratégia”, afirma Cort.

 

Heróis diversos

O mundo dos super-heróis, embora sempre tenha sido aspiracional para crianças, também tem pedido por mais representatividade. No desenvolvimento dos novos conteúdos, a Marvel se preocupou em criar personagens latinos, negros e meninas com biótipos diferentes. “As mulheres representam 46% da bilheteria de nossos filmes atualmente, então precisávamos criar heroínas originais, e não só versões femininas de nossos heróis”, disse o vice-presidente.

Mesmo as histórias dos super-heróis mais clássicos estão sendo revistas para gerar mais identificação com a rotina atual das crianças. Para criar os novos heróis, a marca fez pesquisas com crianças, professores e pais para entender o tipo de histórias que crianças buscam atualmente. Como exemplo, ele citou a narrativa do Homem-Aranha.  “O fato de Peter Parker ser um fotógrafo de jornal gerava muita identificação nos anos 60, mas as crianças de hoje têm muito pouco contato com jornais, então o desafio é gerar novas situações e perfis que gerem conexão”, argumenta.

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Fonte: MEIO&MENSAGEM

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