nintendo

O ano de 2017 foi especial para a centenária japonesa Nintendo. Se a empresa sempre se apegou a seu estilo tradicional e cultura própria de gestão, ela se viu, nos últimos anos, diante da necessidade de se reinventar. E o ápice dessa mudança ocorreu no ano passado. Foi em março que a empresa trouxe ao mercado o tão esperado Nintendo Switch. As expectativas de vendas foram superadas e, em seis meses, 7,63 milhões de unidades foram vendidas.

Igor Andrade, jornalista de games especializado em Nintendo, ressalta alguns dos motivos que fizeram do ano passado um período especial para a empresa. Entre eles, as mudanças na liderança, a entrada no mercado mobile, e a busca por reduzir a burocracia interna. “Os últimos dois anos de vida da Nintendo, que foi criada em 1889, foram históricos pelos movimentos que a empresa realizou”, diz Andrade.

“Há anos, a Nintendo já sabia que deveria ignorar a guerra dos consoles entre Sony e Microsoft. Ela então buscou recursos criativos e intuitivos que atraíram um público que não tem ‘cara de gamer’. Claro, que quem já a acompanha há décadas não desistiu da empresa. Basta ver o sucesso que ela faz ainda hoje com franquias de 30 anos de existência, como Zelda e Mario”, lembra Andrade. Ele ressalta os principais motivos pelo qual a marca conseguiu tanta repercussão no ano passado.

 

As mudanças de Satoru Iwata
Desenvolvedor de games, Iwata assumiu a presidência da companhia em 2002 e, desde então, paulatinamente promoveu algumas mudanças. A primeira delas foi se aproximar das parceiras e tornar a Nintendo mais humana. Não é à toa que Iwata sempre dava as caras em evento e vídeos do Nintendo Direct, seguindo então os passos de Steve Jobs como garoto-propaganda. Além disso, ele apostou no conceito do Oceano Azul, no qual deveriam explorar públicos diferentes. Não valia a pena gastar todas as energias para atrair os donos de Xbox e PlayStation, mas sim qualquer um que tivesse a mínima vontade de jogar. Nos últimos anos de vida ainda foi responsável por um dos movimentos mais históricos, que foi entrar em 2016 no mercado mobile, graças a uma aliança societária com a DeNA, produtora nipônica de apps.

 

Antes concorrentes, equipes foram unificadas
Com o novo espaço foi possível reunir todos os produtores sobre o mesmo teto e sobre o mesmo objetivo. E o primeiro projeto deles foi o Projeto NX, que viraria o Nintendo Switch. Com talentos de diferentes áreas e idades, desenharam um console que seria tanto de mesa quanto portátil. E, por consequência, traria em seu DNA o melhor de cada sistema já concebido pela companhia.

Pratas da casa logo nos primeiros meses de vida
Por consequência, a Nintendo evitou o erro que aconteceu com o Wii U e no início do 3DS. o Switch chegou às lojas em 3 de março de 2017 acompanhado de The Legend of Zelda: Breath of the Wild. A aventura de Link, aguardada desde 2013, foi bem elogiada pela crítica e é considerada como o game do ano por alguns veículos e premiações do gênero. Se já não bastasse, Super Mario Odyssey manteve o “momentum”, colecionando também notas de 10 por aí. E houve também apostas em novas propriedades intelectuais, com destaque para Arms e a sequência de Splatoon.

 

Mensagem clara
Desde o vídeo de revelação, sempre ficou claro que o Nintendo Switch é um console híbrido. Digo isso porque um dos erros cometidos com o Wii U foi apresentá-lo em partes, gerando confusão por parte do público.

 

Games independentes
Graças ao apoio de plataformas de crowdfunding, o cenário independente não é mais prisioneiro da boa vontade de grandes corporações. De olho em tudo que está causando burburinho, a Nintendo abriu as portas de vez para os indies, com direito a um departamento que auxilia nas mais diferentes etapas de desenvolvimento. Também tem promovido tais títulos por meio de seus canais de comunicação, como as redes sociais.

 

NINTENDO2

Fonte: MEIO&MENSAGEM

Deixe seu comentário