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Super-heróis, brinquedos e colecionáveis: um mercado bilionário

Entenda como os filmes de super-heróis estão aquecendo um mercado bilionário de figuras de ação para crianças e adultos

O sucesso dos filmes de herói tem muito a nos dizer sobre os hábitos de consumo dos brasileiros. Afinal, é um consumo de produto que claramente deu certo, e vale até mesmo estudar como Avengers Endgame conseguiu levar o título segundo filme de maior bilheteria de todos os tempos, com uma arrecadação total de 2,79 bilhões de dólares. Mas essa indústria cinematográfica não é a única movimentada por essa onda de super-heróis, seja da Disney, com a Marvel, a Sony, ou com a Warner, com o DC.

Para que esse segmento funcione em seu ápice, há outros elementos que se misturam à narrativa. Um deles é o de brinquedos e artigos colecionáveis, que é muito ditado pelos lançamentos do cinema. Em 2022, com pelo menos dez lançamentos icônicos — entre eles The Batman, Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura, Aquaman 2, Pantera Negra: Wakanda Forever, Homem Aranha Através do Aranhaverso, Thor: Amor e Trovão —, espera-se que essa indústria alavanque ainda mais no mercado.

As estimativas são altas. Para a NPD Group, que avalia o segmento, no último ano o volume de vendas de brinquedos licenciados de super-heróis no Brasil superou os R$280 milhões e, nesse ano, essa margem tende a ser superada. “No mundo, o investimento em brinquedos licenciados de super-heróis no último ano foi de mais de 1.7 bilhões de dólares, crescendo 26% versus 2020. Aqui no Brasil espera-se um crescimento de dois dígitos, já que a tendência de consumo desse tipo de brinquedo vem conquistando cada vez mais fãs de diferentes idades, como os jovens adultos, por exemplo”, revela Célia Bastos, diretora comercial da NPD Group no Brasil.

Por que o setor de brinquedos está mais fervoroso do que antes?

Acredite se quiser, mas a indústria de brinquedos tem vivido seu ápice desde o sucesso dos filmes de super-herói. Se apenas um filme de toda a série conseguiu ultrapassar o primeiro bilhão de arrecadação, nada mais condizente que as réplicas dos heróis inspirem parte das crianças e adolescentes.

Deve-se atentar, entretanto, que esse público está longe de ser o prioritário dos filmes da Marvel e da DC: os jovens adultos dominam esse cenário e, mais do que isso, também são público de compra de brinquedos desses personagens, especialmente se forem itens colecionáveis.

Em 2021, esse segmento voltado aos brinquedos “Kidults”, colecionáveis que funcionam para adultos, como figuras de ação, cresceram 21% nas vendas, se comparados ao faturamento de 2019. E o mais interessante é que a venda segue em alta independente do valor das peças, que em geral é muito superior aos brinquedos comuns.

As gigantes nacionais de colecionáveis de heróis

heróis

Foto: Reprodução Iron Studios

Tanto é verdade que essa indústria está atendendo a demanda do consumidor adulto que há varejos exclusivos para a venda desses bonecos por um alto valor, exatamente para que este seja um item de luxo. E engana-se quem pensa que, como antes, todos esses produtos vinham de fora.

Embora boa parte das lojas seja internacional, como a Hot Toys (Hong Kong), Funko (Estados Unidos), Bandai (Japão), SideShow (Estados Unidos) e Kotobokiya (Japão), já existem marcas nacionais que fazem a comercialização desses produtos, inclusive famosas no mercado.

Conheça o Mundo do CX

Iron Studios, um patrimônio brasileiro de produção de colecionáveis, vem crescendo sua receita ao passar dos anos e hoje inclusive exporta seus produtos. Por aqui, a loja até abriu uma hamburgueria para ampliar a experiência aos clientes. A marca, vale destacar, é também uma das principais patrocinadoras da Comic Con Experience (CCXP).

“Só aqui no Brasil, propriedades como DCMarvel e Star Wars, por exemplo, representaram mais de 8% das vendas de brinquedos no país em 2021. E a perspectiva é de crescimento contínuo pelos próximos anos. Isso se deve, também, à popularização dos conteúdos geek, incluindo os animes e mangás junto aos jovens e adultos durante o período da pandemia”, finaliza Bastos.

Fonte: Consumidor Moderno

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