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Turma da Mônica homenageia escrava que virou rainha em Mato Grosso

A homenagem a Tereza de Benguela faz parte do projeto Donas da Rua, que trata do protagonismo feminino em diversos âmbitos da sociedade

Reprodução

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A série de histórias em quadrinhos mais amada e seguida do país homenageou uma importante figura da luta contra a escravidão no Brasil, que viveu em Mato Grosso durante o século XVIII. Tereza de Benguela, a rainha do Quilombo de Quariterê tornou-se uma personagem da Turma da Mônica nesta segunda-feira (25.07), data em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional da Rainha Tereza.

A iniciativa visa resgatar a trajetória de mulheres que marcaram a humanidade com suas ações. A homenagem a Tereza de Benguela faz parte do projeto Donas da Rua, que trata do protagonismo feminino em diversos âmbitos da sociedade.

Para Mônica Sousa, diretora-executiva da Mauricio de Sousa Produções, trazer visibilidade para essa data e para a protagonista desse marco histórico é poder inspirar e empoderar outras meninas e mulheres. “Tereza foi uma mulher forte e que nos deixou um legado atemporal. Tereza foi e continua sendo exemplo de resistência”, destaca.

Tereza comandou a estrutura política, econômica e administrativa do Quilombo de Quariterê, que ficava localizado próximo à fronteira com a Bolívia. Por lá, ela coordenava um sistema de defesa com armas trocadas com os brancos ou roubadas das vilas próximas, conseguindo organizar uma comunidade de mais de 100 pessoas, articulando as ações e decidindo tudo em grupo, em formato de parlamento.

Sua história vem sendo resgatada principalmente devido ao engajamento do movimento de mulheres negras à pesquisa ou ao resgate de documentos até então não devidamente estudados, na busca de recontar a história nacional e a formação sociopolítica brasileira.

Elen Luci Prates, mestre em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), é uma destas pesquisadoras . Ao estudar a construção da identidade feminina das mulheres de Vila Bela da Santíssima Trindade, Prates descreve a Rainha Tereza como um símbolo de resistência para aquela comunidade.

“Tereza de Benguela foi uma guerreira que lutou, organizou e comandou o Quilombo do Quariterê durante o século XVIII em prol dos negros, representando a força feminina de Vila Bela foi conhecida como Rainha Tereza. Com sua força, o quilombo se manteve ativo por um período considerável, o que contribuiu para a preservação da vida de muito negros. Tereza sempre foi Rainha, e como tal preferiu a morte a ter que voltar a ser escrava; após a destruição do Quilombo, suicidou-se”, conta.

Fonte: PNB Online

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