Tirinha da Turma da Mônica censurada pelo Governo Bolsonaro. Foto: Reprodução

Em 2020, o governo Bolsonaro censurou questão com tirinha da Turma da Mônica do Enem. O enunciado tratava de meio ambiente. Após “leitura crítica” da prova, o diretor de Avaliações da Educação Básica do órgão censurou a pergunta.

O diretor, general Carlos Roberto Pinto Souza, e Camilo Mussi, responsável pela área de tecnologia, foram os responsáveis pela censura.

No quadrinho, um menin indígena aponta para árvores cortadas pelos caules e pergunta para outro colega como os caraíbas, em alusão ao homem branco, chama aquilo. Em resposta, ele diz que chama de “progresso”.

O tema é alvo de negação do governo. Bolsonaro vive mentindo que não existe desmatamento na Amazônia. A questão acabou sendo retirada do exame naquele ano.

Governo Bolsonaro também censurou Mafalda e pediu para chamar “Golpe Militar” de “revolução” no Enem

No ano anterior ao que a Turma da Mônica foi vetada do exame, o governo já havia censurado uma tirinha da Mafalda. A ideia do presidente, como deixou claro, é fazer a prova ter  “cara do governo”.

No ano passado, após a prova, o presidente criticou uma questão que falava da diferença salarial entre Neymar e Marta. Para ele, era um tema ideológico.

Em 2021, 24 questões foram censuradas. O Inep passou a imprimir a prova previamente, em procedimento inédito.

A retirada de questões deixou o Enem descalibrado. O exame tem uma quantidade de questões consideradas fáceis, médias e difíceis. 13 das questões suprimidas foram reinseridas após constatar que houve mudanças no nível de dificuldade.

O presidente também pediu ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, tratasse o Golpe Militar de 1964 como revolução no Enem. O pedido do presidente ocorreu no primeiro semestre deste ano, segundo membros do governo.

Fonte: Diário do Centro do Mundo