Facebook, iFood, McDonald’s e Zé Delivery se mobilizam para incentivar e destinar dinheiro para pequenos e médios empreendimentos

Diante do cenário de pandemia global e imposições governamentais para que comerciantes fechem suas lojas, bares e restaurantes para evitar aglomerações, os pequenos e médios empreendimentos estão na linha de risco do abalo econômico que o novo coronavírus trará. Ante a isso, o governo federal decidiu suspender os impostos do Simples Nacional e anunciou que considera adiar o pagamento do FGTS por três meses para PMEs. Grandes bancos comunicaram que estão dispostos a prorrogar o pagamento de dívidas de pessoas físicas e pequenas e médias empresas em até dois meses. Para além dessas duas instâncias, grandes empresas também estão se mobilizando para auxiliar as PMEs seja em doações, cursos ou incentivos.

Esta semana, começou a circular nas redes sociais — por empresários e consumidores — um texto pedindo apoio a empreendimentos locais em meio aos riscos da pandemia com a hashtag #compredopequenonegócio (Crédito: Reprodução)

Na linha do incentivo, o Zé Delivery, aplicativo de entrega de bebidas, que já trabalha em parceria com micro e pequenos empreendimentos, anunciou que incrementará a base de fornecedores de bairro para atender a vizinhança e locais próximos, evitando que esses percam sua sustentabilidade financeira. Para isso, a empresa está mobilizando equipes da plataforma para treinar os estabelecimentos da forma mais rápida possível e remotamente. Além disso, o Zé Delivery aumentou em 50% o valor pago aos entregadores e parceiros. Diz o app que também está em diálogo com o poder público e demais empresas para levar soluções que minimizem o impacto do momento atual.

“Muitos bares estavam prevendo ficar sem nenhuma fonte de renda. Por isso, decidimos criar um programa emergencial para treiná-los e incluí-los em nossa base. Com essas atitudes voltadas à responsabilidade social, é possível alcançar a redução de demissões e manutenção das famílias que sustentam esses micros e pequenos negócios que nós estamos adicionando à base. O que estamos fazendo agora é mostrando que não apenas os nossos atuais parceiros são importantes pra gente, mas também que queremos ajudar outras famílias que possuem micronegócios e que, durante esta crise, podem encontrar uma fonte de renda fazendo delivery de seus produtos”, explica Claudio Azevêdo, head de growth e marketing do Zé Delivery.

O McDonald’s decidiu apoiar os empreendimentos disponibilizando aulas de segurança alimentar, higiene e desenvolvimento sustentável online e gratuita para profissionais de PMEs (donos e empregados) que atuam no setor de alimentação. As aulas seguem as diretrizes adotadas pela rede de fast-food. As aulas têm vagas limitadas e as inscrições, início nesta segunda-feira, 23.

“Nossa empresa tem como uma das suas principais responsabilidades usar sua escala para fazer o bem. E, nesse cenário tão desafiador, pensamos em como poderíamos ajudar outras empresas do setor a passar por esse momento. Vimos a grande oportunidade de compartilhar temas que são prioridades em nosso negócio e que podem contribuir muito com pequeno e micro empreendedores nesse momento em que a atenção com a segurança alimentar e higiene foi redobrada. Vamos continuar focando nossos esforços na busca por soluções relevantes e seguiremos acompanhando de perto o dia a dia dos nossos consumidores, colaboradores e setor para contribuir ainda mais”, afirma Rozália Del Gaudio, diretora de comunicação corporativa da divisão brasileira da Arcos Dorados, franqueadora do McDonald’s.

No mesmo segmento, o da alimentação, o iFood anunciou que irá destinar uma quantia de R$ 50 milhões de sua receita para um fundo de assistência a restaurantes focado nos pequenos estabelecimentos locais e antecipará os recebimentos deles sem custo adicional. A expectativa do delivery, com tais iniciativas e outras propostas como uma nova forma de entrega sem contato com o entregador, é injetar até R$600 milhões no mercado brasileiro.

O Facebook também fez uma doação no valor de US$ 100 milhões em dinheiro e créditos de anúncios para 30 mil pequenas empresas em cerca 30 países onde a empresa opera. Além disso, a plataforma lançou uma central online de ferramentas e informações para micro e pequenos empresários denominada Business Resource Hub, ou Central de Recursos para Empresas. Dentre as ferramentas disponibilizadas no hub estão recomendações para os empreendimentos se conectarem aos seus clientes usando o Facebook e Instagram. Da mesma forma, o Google disponibilizou recomendações para PMEs se comunicarem com clientes, com funcionários, mudar campanhas, e dicas e ferramentas para trabalho remoto.

“Os micro e pequenos negócios são vitais para as economias em todo o mundo e sabemos que, com as restrições de mobilidade impostas para conter a disseminação do coronavírus, eles serão amplamente afetados. Queremos contribuir para que os pequenos negócios tenham recursos para enfrentar o cenário atual. Continuamos avaliando como podemos apoiar as empresas e as comunidades globais durante esse momento, e vamos comunicar sempre que tivermos alguma novidade”, assegura Conrado Leister, country manager do Facebook no Brasil.

“No meu ponto de vista, o papel das grandes empresas diante desse cenário é o de atuar com a responsabilidade social, ajudando a circular mensagens de educação e conscientização sobre o momento que estamos vivendo e, por fim, buscando colaborar para aliviar a situação que estamos vivendo agora. É importante que as marcas entendam que elas possuem um papel importante na construção de melhores cenários para a sociedade brasileira”, argumenta Azevêdo, do Zé Delivery.

**Crédito da imagem no topo: Rawpixel/Pixabay

Fonte: Meio & Mensagem