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19jul
Nasa: uma marca americana no imaginário coletivo
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Com a conquista da Lua, há 50 anos, a agência espacial impulsionou seu projeto de popularidade: primeiro, com intenso licenciamento; hoje, também via redes sociais

Thaís Monteiro
19 de julho de 2019 – 7h36

Desde que fez a humanidade pisar na lua por meio dos três astronautas da missão Apollo 11, há 50 anos, o posicionamento da Nasa enquanto marca mudou bastante. Hoje, a agência espacial norte-americana se faz intensamente presente pelas redes sociais, estampando seu logo e outros símbolos em moletons, acessórios, brinquedos, mochilas, livros e até comida espacial.

Durante a corrida espacial, a Nasa representava com força o nacionalismo estadunidense. Hoje, ela busca trazer uma ideia coletiva para sua comunicação (Crédito: Nasa/Unsplash)

O aspecto pop dessa presença em massa da Nasa no cotidiano é proposital. Como a agência é um órgão público, ela precisa da aprovação e aceitação da população para continuar recebendo recursos para desenvolver seu trabalho de pesquisa e exploração do espaço. Com a iniciativa privada adentrando cada vez mais o sistema solar, a força da marca Nasa se torna mais necessária.

(Crédito: Divulgação/Vans)

Como é uma instituição pública, a agência não exige taxa nem ganha participação dos lucros obtidos com a venda de produtos licenciados, o que facilita a popularização da identidade visual da Nasa. Ela está em produtos de empresas como Vans, Target, Forever 21, Old Navy, Nike, Walmart, Coach e Urban Outfitters. Para a marca ter os logos da agência, ela deve entrar em contato e submeter os designs para aprovação. De acordo com Bert Ulrich, integrante da comunicação da Nasa em entrevista ao portal Racked, o número de marcas procurando lançar produtos da Nasa aumentou consideravelmente nos últimos anos por causa das redes sociais e filmes como Estrelas Além do Tempo, Interestelar, Gravidade Perdido em Marte.

“Como todo campo que exige um investimento muito alto, a Nasa e os programas espaciais convivem com um debate constante sobre sua relevância”, diz Thomás Debeus, líder de equipe da FutureBrand São Paulo. “A expressão ‘It’s rocket science’ não poderia ser mais verdadeira: são bilhões de dólares do orçamento americano gastos em pesquisa e desenvolvimento. Nesse sentido, estar ativa é fundamental para mostrar relevância e despertar interesse no assunto. Alguns de seus papéis são fomentar a curiosidade, criar mercado, gerar demanda continuamente. Estamos vivendo um período muito interessante na exploração espacial com o surgimento de novas empresas como a Space X e a Blue Origin, ambas de capital privado.”

A presença da Nasa em redes sociais começou no final de 2008, inicialmente pelo Twitter. Seis meses depois iniciou também sua atuação no Facebook, e hoje está no Snapchat, Instagram, Youtube, Vimeo, Flickr, Tumblr, Sound Cloud, Google+ e outras. Eduardo Apolinário, diretor de relacionamento com clientes da Sprinklr, aponta que “a melhor maneira de conversar e se relacionar com metade da população mundial (3,5 bilhões de pessoas) encontrada pela agência foi pelas redes sociais”.  A Sprinklr é empresa parceira da agência: a Nasa administra mais de 500 perfis em plataformas digitais.

A ideia, diz Eduardo, é atingir toda a humanidade conectada de forma democrática. “As redes sociais são um meio no qual é possível ouvir o que as pessoas tem a dizer de forma direta e não pré-formatada (como um questionário, por exemplo). A resposta do público ao conteúdo publicado tem um peso muito forte sobre a aceitação do público se aquela determinada operação espacial, ou pesquisa teve sucesso ou não”, explica.

Na visão de Thomás, a Nasa se tornou um ícone pop e patrimônio com seu papel de fomentadora da ciência e da tecnologia: “Grande parte do seu acervo é disponibilizado ao público, a agência produz ou inspira a criação de milhares de conteúdos ano a ano. Mas o que acho mais valioso é que a sua influência se dá, em grande parte, pela abertura e interlocução com outras agências espaciais, nações, polos de pesquisa, universidades, escolas. Um dos maiores méritos da NASA é horizontalizar e conseguir atingir governos ou indivíduos com a mesma potência. É liderar pela inspiração, de fato”.

Passos históricos
O movimento de se aproximar do público, seja via internet ou como um ícone de consumo, vem de uma transformação de posicionamento da empresa. Thomás lembra que quando a Nasa foi criada, no final dos anos 1950, foi resultado de uma disputa política com o programa espacial soviético. “Um símbolo desse período, para mim, é o discurso do ex-presidente Kennedy sobre o desafio dos americanos de levar o homem à Lua pela primeira vez. Naquele momento, havia uma competição e a Nasa simbolizava o sonho americano”, diz.

Hoje, com o fim da corrida espacial e um protagonismo dos Estados Unidos além da órbita terrestre, a agência se coloca como fomentadora de conhecimento compartilhado sobre o espaço. “Ainda que americana e no papel de protagonista, a agência representa um ideal coletivo, e de certa forma mais humanista, sobre a nossa busca por conhecimento e o nosso papel no universo”, conclui o executivo da FutureBrand São Paulo.

**Crédito da imagem no topo: Nasa/Unsplash

Fonte: Meio & Mensagem

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19jul
Turma da Mônica entra para a torcida do Time Brasil nas Olimpíadas
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Parceria com o Comitê Olímpico do Brasil (COB) foi apresentada por Mauricio de Sousa nesta quarta-feira (17)

Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão e toda a turma do bairro do Limoeiro vão se unir aos mais de 200 milhões de brasileiros que torcerão pelo Time Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. A parceria da Mauricio de Sousa Produções com o Comitê Olímpico do Brasil (COB) foi anunciada nesta quarta-feira (17), em São Paulo, pelo próprio criador dos personagens.

“A Turma da Mônica vai entrar na torcida do Time Brasil, assim como muitos outros torcedores brasileiros da idade deles ou mais velhos, que cresceram lendo as histórias dos meus filhos. É um orgulho muito grande fazer parte do Brasil nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020”, disse Mauricio de Sousa.

O evento realizado pelo COB marcou a contagem regressiva de um ano para as Olímpiadas, e contou com medalhistas olímpicos de diversas gerações, como Virna, do Vôlei, Vanderlei Cordeiro de Lima, da maratona, e o velocista Robson Caetano.

Divulgação/William Lucas/Inovafoto/COB

O projeto com a Turma da Mônica contempla uma série de ações, entre elas, a criação de uma revista em quadrinhos com os personagens que será entregue à delegação. A ideia é  explicar as diferenças culturais entre o Brasil e o Japão. Também estão previstos vídeos com a série Mônica Toy para falar das novas modalidades que passam a integrar o programa olímpico em 2020, principalmente surfe e skate. A parceria contempla ainda a promoção dos personagens da Turma da Mônica ao Vivo para interagir com os fãs do Time Brasil e engajar  a torcida.

“A parceria com a Turma da Mônica é uma forma de o COB se aproximar ainda mais da torcida brasileira. Os personagens de Mauricio de Sousa atravessam gerações e é isso que o Time Brasil representa: a união de todos por um só objetivo”, disse Manoela Penna, diretora de Comunicação e Marketing do COB.

Fonte: Propmark

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19jul
Barbie e FUN lançam kit de pintura para crianças
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Em parceria, marcas apresentam canvas para incentivar a criatividade infantil.

barbie fun

Em 60 anos de história, Barbie já teve mais de 200 profissões. A boneca mais famosa do mundo tem inspirado meninas a serem tudo o que quiserem, e, para desenvolver o lado artístico das crianças, em parceria com a FUN, lança neste mês o kit completo de pintura Barbie Dreamtopia.

Os pequenos, a partir de quatro anos, poderão mostrar toda sua criatividade pintando quadros com diversos desenhos do universo da Barbie.

O kit acompanha um cavalete do tamanho ideal para as crianças, pincel, godê para misturar as cores, seis guaches e seis placas para pintura.

barbie fun

Os acessórios prometem estimular o conhecimento de cores e formas, além de desenvolver a concentração infantil e garantir muita diversão.

Fonte: Promoview.

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18jul
Maurício de Sousa Produções, 60 anos: de Bidu a Laços
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Empresa criada pelo quadrinista Maurício de Sousa completa 60 anos e se posiciona como negócio voltado à economia criativa

Thaís Monteiro
18 de julho de 2019 – 7h40

 

Mauricio de Sousa com o elenco que interpreta Cebolinha, Cascão, Mônica e Magali no filme Laços, dirigido por Daniel Rezende (Crédito: Divulgação/Maurício de Sousa Produções)

Primeira tira publicada com Bidu e Franjinha (Crédito: Divulgação/Mauricio de Sousa Produções)

Quando publicou a primeira tira do cachorro Bidu e seu dono Franjinha, dois dos primeiros personagens de um universo de 500, em 18 de julho de 1959, na Folha da Tarde (edição vespertina do mesmo grupo que hoje edita a Folha de S.Paulo), Maurício de Sousa já mostrava uma de suas principais habilidades como astista: inspirar-se em pessoas reais ou nos ambientes onde convivia.

Em sua biografia, A História Que Não Está No Gibi, o quadrinista diz que o nome Bidu foi sugerido a ele por um dos jornalistas da Folha em uma espécie de concurso. Era uma gíria da época para dizer que alguém era adivinhão ou esperto. O schnauzer azul (por um acidente de impressão) se tornou, posteriormente o símbolo da empresa e também deu nome à primeira fase da Maurício de Sousa Produções (MSP), chamada até 1965 de Bidulândia Serviços de Imprensa.

A capacidade de se inspirar em memórias e experiências da infância em Mogi das Cruzes (SP), nos gibis que lia e, posteriormente, na própria família culminaram na criação de um universo que, nesta quinta-feira, 18, completa 60 anos. O resultado da arte extrapolou um espaço no jornal e se desdobra em uma leva de quatro mil produtos licenciados, eventos, parques, tiragem de 2,5 milhões de gibis por mês, quatro canais no YouTube, três aplicativos e conteúdo audiovisual para quatro canais de TV e um streaming, além do recém lançado filme live-action Turma da Mônica – Laços.

Hoje, a MSP é dividida entre editorial, comercial (que concentra os licenciados, a área digital e as produções audiovisuais) e a Mauricio de Sousa Ao Vivo, que administra o Parque da Mônica, o Circo da Turma da Mônica e outras atrações itinerantes, espetáculos teatrais e iniciativas culturais e de entretenimento. Trabalhando nessas diversas frentes, não só mais o editorial, o estúdio começa a se posicionar como parte da economia criativa.

“Um ponto relevante é que a MSP vem de uma atividade artística que consegue se viabilizar fazendo frente a outras gigantes de entretenimento como Disney e Warner e atuamos em outra áreas, como educação. Ela deixou de ser uma simples empresa de quadrinhos para ser uma empresa de encomia criativa”, diz Rodrigo Paiva, diretor da Mauricio de Sousa Produções. Na casa há 24 anos, Rodrigo diz que um dos desafios atuais da empresa é conseguir representar a economia criativa brasileira fora do País.

Início empreendedor
A visão empreendedora de Mauricio de Sousa desde o começo foi essencial para a empresa se estabelecer e, posteriormente, crescer, mas também para manter-se. Maurício relata que, no período que começou a publicar na Folha, estava tendo dificuldades de sustentar a família, agora composta por Marilene de Souza, sua esposa na época, e as filhas Mariângela, Mônica e Magali, que eram pequenas. Depois da Folha, ele começou a distribuir suas tiras para o interior do estado de São Paulo e, posteriormente, País, focando, principalmente, em jornais de paróquias, sendo seu próprio representante. Nos anos 1960, o quadrinista participou do projeto para criar a Folhinha, suplemento infantil do jornal, onde publicou mais histórias.

Em 1965, publicou três livros dos personagens com a editora FTD e fechou com a Abril para a publicação de revistas da Turma da Mônica — o acordo durou até 1986, quando foi para a Editora Globo e posteriormente, em 2007, fechou com a Panini. Ainda nos anos 1970, a MSP apostou em espetáculos e em uma loja com produtos dos personagens. No final daquela década começou a criar animações para TV e cinema e comerciais em uma produtora que comprou em sociedade com o jogador Pelé, a Black & White & Color. Nos anos 1980, a Abril ajudou a impulsionar a turma internacionalmente, sendo editada em alguns países europeus. Em 1993, o Parque da Mônica foi inaugurado no Shopping Eldorado, em São Paulo.

Quando a internet surgiu, no final dos anos 1990, a MSP também passou a apostar em games e sites e apresentar personagens que refletiam os hábitos modernos, como o Bloguinho. Hoje, Turma da Mônica conta com três aplicativos (Banca da Mônica, Quero ser Mônica Toy e Mônica Toy TV) e quatro canais no YouTube (MSP, Turma da Mônica, Mónica y sus Amigos e Monica Plus). Das inovações deste século, a MSP desenvolveu novos formatos como o mangá Turma da Mônica Jovem ou a animação Monica Toy. Na TV, Turma da Mônica está no Cartoon Network, HBO e TV Cultura. Na Netflix também há animações. Mais recentemente, Maurício anunciou a animação Vamos Brincar!, dirigida à primeira infância, e estuda lançar gibis com os personagens adultos.

A força dos quadrinhos
O gibi nunca deixou de ser uma peça central do negócio. A MSP aponta já foram comercializadas mais de 1,2 bilhão de revistinhas com seus personagens. A tiragem é de 2,5 milhões por mês. O estúdio cria, em média, um gibi por dia.

Ivan Costa, cofundador  da Chiaroscuro Studios e sócio da CCXP, considera que o legado de Maurício e da empresa está baseado na renovação constante em um mercado em mutação. “Sempre há algo a explorar. Somente agora os personagens ganharam uma versão com atores no cinema. Há muito a crescer tanto no mercado conhecido, à nossa volta, quanto nos canais e mercados que ainda nem surgiram. Ficar atento a tudo isso é essencial e é um dos fatores de sucesso da MSP”, diz. No último final de semana, Turma da Mônica – Laços faturou R$ 3,4 milhões em bilheteria. “Incentivo os funcionários enxergarem toda a floresta, e não apenas uma ou duas árvores”, escreveu Mauricio em sua biografia. “Se alguém vem com a ideia de um novo produto, recomento que vá além e pense em subprodutos. É um trabalho de criação, não é? Vamos criar de verdade.”

A empreitada de Mauricio em múltiplos segmentos, na visão de Rodrigo, é sua coragem em acreditar na criatividade. “Não é porque algo não deu certo agora, não é que não vai dar certo mais para frente. Os grandes projetos levaram alguns anos. É muito bom ver alguém com tanta autoconfiança no próprio trabalho ou no seu talento criativo. Ele mesmo diz: ‘Se eu estou conseguindo isso, qualquer um pode conseguir com força e criatividade’.” Um exemplo citado em sua autobiografia é a animação A Sereia no Rio, uma história engavetada pois a Globo não a aprovou. Em 1987 ele recuperou o roteiro e fez uma animação para os cinemas.

Pesquisas também são importantes para determinar novos caminhos. Foi assim que Mauricio chegou à ideia da Turma da Mônica Jovem ao ver que parte do público mais velho estava migrando em direção aos mangás e animes. Rodrigo conta que a empresa montou um hub de pesquisa de mercado para estudar esses movimentos.

A MSP recriou quadros com personagens da turma para estimular as crianças a visitarem museus (Crédito: Divulgação/Maurício de Sousa Produções)

Pequenas tirinhas, grandes negócios
Outro pilar da empresa é o licenciamento, que hoje responde por 90% do faturamento da MSP. São 4 mil produtos nos segmentos alimentício, educacional, vestuário, higiene, decoração e brinquedos com mais de 200 empresas licenciadas, entre elas Tok & Stok, Kalunga, Brandili, Kimberly-Clark, Nissin, Fischer, Babybrink, Pernambucanas, Piticas, Seara, Panini, Pernambucanas e outras. As condições são que o personagem não tenha seus princípios alterados e não apareçam persuadindo o consumidor a comprar.  A empresa ainda enxerga oportunidade de crescimento no mercado brasileiro de licenciados, principalmente no digital.

“O Brasil é um case de quadrinhos no mundo”

O primeiro licenciado de Turma da Mônica foi com a Duplex, em 1967. Com a queda das vendas, Fabio Kertzer, filho do dono da empresa de lenços e gravatas, sugeriu à Mauricio que criasse peças em alto relevo com os personagens da turma, a exemplo do que fazia a Disney na época. Na ocasião, Maurício não recebeu royalties ou participação dos lucros, mas decidiu apostar para entender como seus personagens se sairiam. Posteriormente, o estúdio firmou parcerias para bonecos, molho de tomate e outros.

Para Marici Ferreira, presidente da Associação Brasileira de Licenciamento de Marcas e Personagens (Abral), Mauricio foi desbravador quando começou a explorar seus negócios através de licenciamentos, pois o profissional procurou e realizou parcerias, assim como fez ao explorar novos formatos de conteúdo. “Sem perder a essência, seus personagens ganham formas e se renovam em diferentes plataformas ao longo desses anos. É uma fórmula impressionante. Acompanho isso pelo mercado e pela sala de minha casa, quando estou com meus filhos e netos”, opina.

Mauricio conta que o início dos licenciamentos coincidiram com uma mudança de fase na empresa, quando rebatizada de Mauricio de Sousa Produções. Na época, 1965, foi a primeira grande profissionalização da empresa, ampliando o quadro de funcionários, departamentos e publicando três livros pela editora FTD.

Para além da vida familiar, o cotidiano do Brasil e do mundo é também uma referência constante na publicidade e nos quadrinhos. “Tudo que me cercava, qualquer coisa que via, ouvia, lia, assistia, na rua, no rádio, no cinema ou na TV, podia ser parodiado e transposto aos quadrinhos”, descreveu Mauricio no livro. Foi quando o quadrinista criou uma tirinha inspirada no mascote da Cica. Nela, Mônica se confundia com o o pedido de compra no mercado da mãe, e acabava levando para casa um elefante, o Jotalhão. Dessa brincadeira, surgiu a oportunidade da parceria entre as empresas que durou até a Cica ser vendida, em 1993.

“Um dos segredos do Mauricio se manter relevante e criativo é a contemporaneidade dos acontecimentos. É difícil questões que acontecem no País não serem representadas nas obras dele”, afirma Rodrigo. Em uma ocasião, São Paulo teve um excesso de chuva e Mauricio tirou Cascão das tirinhas e fez disso um mistério que o público interagia mandando cartas. Ao final, colocou uma pessoa fantasiada do personagem para descer de um helicóptero e surpreender as crianças em Santo Amaro, bairro de São Paulo. “Foi minha primeira ação de marketing”, escreveu o empresário e quadrinista.

Segundo Ivan, criatividade é a base de tudo no mercado de propriedades intelectuais. O aprendizado passado pela Mauricio de Sousa Produções aos 60 anos é, segundo ele, “ficar atento às oportunidades de mercado, se preocupar com o core business (quadrinhos), mas ir além dele em busca de ampliação de mercados e de faturamento (licenciamento, por exemplo). Atenção à constante evolução das propriedades intelectuais, que são a força motriz de todo o negócio”.

**Crédito da imagem no topo: Reprodução/Maurício de Sousa Produções

Fonte: Meio & Mensagem

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18jul
Fita VHS e pata do Simba inspiram brindes de cinema para o Rei Leão
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Redes Cinemark e Cinépolis investem em itens diferentes para consumidores

NAAAAAAAAAAAAAAAATIREIAAAAASHIBABISHIMAEEE!
(Nants’ ingonyama, bakithi, baba – Aí vem o leão, o meu povo, o pai).

Se você leu ouvindo o som da animação Rei Leão provavelmente sabe que o remake virtual da produção estreia dia 18 deste mês.

No Brasil, a corrida para atender a grande demanda de fãs e conquistar a escolha deles ganhou novos contornos. Nesta segunda, as redes Cinemark e Cinépolis divulgaram  combos e brindes para a estreia do longa.

A Cinemark apostou na nostalgia e fez um kit com uma caixa e um quebra-cabeça. Mas não é qualquer caixa. O kit tem uma caixa verde, em formato de fita VHS, que imita a edição original de 1994. Dentro da caixa tem um quebra-cabeça de 30 peças. Os itens estão à venda no aplicativo da empresa e, após a estreia, poderão ser comprados nos Snack Bar da rede Cinemark.

Já a Cinépolis escolheu um outro forte símbolo da produção: a pata do Simba. Na rede, a imagem que aparece em destaque na narrativa e em materiais de divulgação dá forma ao balde do combo que entra em pré-venda dia 11 de julho.

Vale lembrar que essa não é a primeira vez que as empresas apostam em itens diferenciados e exclusivos para os consumidores. Recentemente, a Cinemark fez um combo com o chapéu do Woody e a bota do Buzz, enquanto a Cinépolis fez um balde no formato da bota do Woody.

Outro embate aconteceu para o lançamento de “Vingadores: Ultimato” em abril. A Cinemark fez um balde no formato da manopla do infinito, item-chave na saga, e a Cinépolis escolheu a cabeça do Thanos.

A pré-venda do kit Rei Leão já está disponível através do aplicativo Cinemark. Após a estreia, o produto poderá ser comprado também nos Snack Bar da rede Cinemark.

Fonte: Propmark.

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18jul
San Diego Comic-Con: Os 10 painéis mais aguardados do evento
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Prontos para o maior evento de cultura pop do mundo?!

comic con san diego

A San Diego Comic-Con, principal evento de cultura pop do mundo, começou na quarta-feira (17) com o aquecimento da preview night.

Enquanto na primeira noite foram exibidos episódios pilotos e vídeos exclusivos de algumas séries dos canais do grupo Warner, é a partir dessa quinta-feira (18), que o evento começa a esquentar, com novidades dos filmes e séries mais aguardados dos próximos anos — tanto no cobiçado Hall H (o maior espaço do centro de convenções), quanto no Ballroom 20 (focado geralmente em séries de TV).

Enquanto o ano que marca a 50ª San Diego Comic Con trará pela primeira vez Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. no Hall H, a exibição do revival de Veronica Mars, e um prometido painel nostálgico, de Cobra Kai.

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O Exterminador do Futuro – Destino Sombrio

Quinta-feira, 18 de julho: Arnold Schwarzenegger disse que voltaria, e estará presente no Hall H durante o primeiro dia oficial da convenção. Ele trará novidades sobre O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio, sexto (!) filme da franquia, que terá novamente a participação de Linda Hamilton.

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Fear the Walking Dead / The Walking Dead

Sexta-feira, 19 de julho: O apocalipse zumbi vai invadir o Hall H com dois painéis seguidos. Fear the Walking Dead deve repercutir os eventos do quinto ano da série, e antecipar o que vem por aí na segunda metade da temporada.

Já The Walking Dead abordará a 10ª temporada da produção, com a já anunciada saída de Michonne (Danai Gurira) e o retorno ainda incerto de Maggie (Lauren Cohan).

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The Witcher / O Cristal Encantado: A Era da Resistência

Sexta-feira, 19 de julho: Fãs de Geralt de Rivia, isso não é um treinamento! A Netflix levará ao Hall H duas de suas séries mais esperadas: The Witcher e O Cristal Encantado: A Era da Resistência. A primeira, inspirada na série best-seller e videogame de fantasia, é protagonizada por Henry Cavill (que já anunciou que marcará presença no painel). Já a segunda é uma animação prequel do filme de 1982 O Cristal Encantado, e traz um elenco de peso entre os dubladores: Taron Egerton, Anya Taylor-Joy, Lena Headey, Helena Bonham Carter e Mark Hamill.

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Game of Thrones

Sexta-feira, 19 de julho: Após um ano de ausência, a HBO estará de volta ao evento, desta vez com um painel de Game of Thrones, tradicionalmente na sexta-feira de convenção. Como a série já chegou ao fim, é possível que seja repercutido o final da oitava temporada da produção, e que o canal aproveite para anunciar novidades sobre os spin-offs. Vale lembrar que o primeiro confirmado já tem Naomi Watts como protagonista.

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Star Trek

Sábado, 20 de julho: Desde que a CBS começou a fazer novas séries de Star Trek, as produções têm marcado presença na SDCC. Em 2019, não foi diferente. Celebrando os 50 anos da franquia, Jornada nas Estrelas terá painéis para todos os seus seriados atuais. Estamos falando não só de Star Trek: Discovery, mas também da animação Lower Decks e da série focada em Picard, com a presença do ilustre Sir Patrick Stewart.

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Westworld

Sábado, 20 de julho: Não só de Game of Thrones vive a HBO. O canal levará novidades também de outra série querida: Westworld, que retorna para sua terceira temporada em 2020. Espera-se as presenças dos criadores Jonathan Nolan e Lisa Joy, além dos atores Evan Rachel Wood, Jeffrey Wright, Thandie Newton, Tessa Thompson e Aaron Paul, que fará sua estreia no próximo ano da produção. Além disso, o canal vai ter na quinta-feira um painel dedicado à série inédita His Dark Materials, inspirada nos livros de A Bússola de Ouro.

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Marvel Studios

Sábado, 20 de julho: Sem a presença da Warner, a Marvel ganhou sinal verde para “brilhar sozinha” no palco do Hall H no sábado da SDCC. Enquanto todo mundo espera saber alguma novidade sobre a “Fase Quatro” do Universo Cinematográfico Marvel, dificilmente o estúdio anunciará seu cronograma completo. Entretanto, é possível que sejam reveladas novidades sobre o filme solo da Viúva Negra, com as presenças de Scarlett Johansson, David Harbour e a diretora Cate Shortland; de Os Eternos, filme aparentemente com Angelina Jolie, Kumail Nanjiani e Richard Madden; e Shang-Chi, primeiro super-herói asiático a ganhar um longa.

Além disso, os irmãos Joe e Anthony Russo, diretores de Vingadores: Guerra Infinita e Ultimato, terão um painel para chamar de seu na sexta-feira no Hall H. Por mais que eles possam comentar algo sobre a Marvel, é mais provável que anunciem um filme inspirado em Community.

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Arrowverse

20 de julho: Fãs das séries de heróis da DC também têm seu espaço ao sol! A CW vai realizar seu tradicional painel com as séries do Arrowverse no Ballroom 20. Serão quase três horas seguidas com os elencos de Arrow, The Flash, Supergirl e Black Lightning, enquanto Batwoman terá um painel mais cedo, com a exibição de seu episódio piloto.

Será a última vez que o Arqueiro Verde invade a SDCC, apresentando novidades de sua temporada final, ao mesmo em que a Batwoman de Ruby Rose faz sua estreia na convenção. Já podemos esperar também detalhes sobre o próximo mega crossover, a Crise das Infinitas Terras.

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The Good Place

Sábado, 20 de julho: Outra série que marcará presença na convenção, desta vez no Indigo Ballroom, é a queridinha do público The Good Place. Indo para sua quarta e última temporada, a produção criada por Michael Schur deve trazer novidades sobre o que vem por aí para Eleanor (Kristen Bell), Michael (Ted Danson), Chidi (William Jackson Harper), Janet (D’Arcy Carden), Tahani (Jameela Jamil) e Jason (Manny Jacinto).

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Supernatural

Domingo, 21 de julho: Para se despedir da convenção, o domingo trará um painel mais do que especial de Supernatural, que chega ao fim em sua 15ª temporada. Com as tradicionais presenças de Jared Padalecki, Jensen Ackles e Misha Collins, o evento deve repercutir o chocante final do 14º ano da produção, e revelar o que vem por aí para os queridos personagens neste aguardado encerramento. Certamente serão anunciadas alguns retornos e participações especiais. É esperar para ver!

comic con san diego

San Diego Comic-Con acontece entre os dias 18 e 21 de julho.

Fonte: Promoview.

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18jul
Cartoon Network expande a franquia Ursos sem Curso e anuncia canal do YouTube, filme, minissérie e novos produtos
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Pardo, Panda e Polar, os ursos favoritos do Cartoon Network, estão cada vez mais perto de seus fãs em novas plataformas e conteúdos especiais para as crianças (e até para os mais velhos!)

Desde o lançamento de Ursos sem Curso no Cartoon Network em 2015, Panda, Pardo e Polar têm conquistado os fãs com suas histórias e arrebatado milhares de corações na tentativa louca de se integrar à sociedade humana. Como resultado de sua incansável missão de se tornar famoso, o trio tem, a partir de agora, seu próprio canal oficial do YouTube! Nele, nossos ursos prediletos vão compartilhar seus momentos favoritos, além de curtas e conteúdos exclusivos para o mundo digital – tudo administrado pelo Pardo.

Os irmãos ursos também estrelarão seu próprio longa metragem, Ursos sem Curso – O Filme, programado para 2020. Nesta nova aventura, o amor de Panda, Pardo e Polar pelos food-trucks e sua busca incessante pela fama na internet os levarão a uma aventura inesperada, selvagem e perigosa para escapar de um inimigo que ameaça separá-los e destruir sua amizade. Ursos sem Curso – O Filme está em produção no Cartoon Network Studios com o criador da série, Daniel Chong como produtor executivo.

Como se tudo isso não bastasse, uma nova série spin off vai focar nos ursos bebês, que ganharam muita popularidade após aparecer em vários episódios de Ursos sem Curso. A minissérie contará com aventuras inéditas e momentos divertidos dos personagens mais cativantes da franquia.

Indicada ao Emmy, Ursos sem Curso é ganhadora dos prêmios BAFTA, do prêmio do júri no Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy e vários Annie Awards. Além das animações, a franquia conta com muitos produtos em toda a América Latina, conquistando tanto as crianças, como os fãs mais velhos. No Brasil, a Miniso, marca fast fashion de design japonês, disponibiliza vários produtos para os fãs. Confira alguns itens à venda nas lojas de todo o país:

E se você ainda achou pouco, Panda, Pardo e Polar inauguram o novo aplicativo do Cartoon Network, que chega para deixar as conversas de WhatsApp mais legais e divertidas: o Cartoon Network Stickers! Ficou sem palavras? Não encontrou o GIF que estava procurando? Não tem o Emoji perfeito para cada situação? O app exclusivo para Android chegou para resolver esses problemas com dois pacotes exclusivos. E você não perde por esperar novidades vindo por aí!

2019 é o ano dos Ursos sem Curso! Estreias, novas plataformas e produtos de Pardo, Panda e Polar. Só no Cartoon Network!

Sobre o Cartoon Network

Marca multiplataforma da Turner do Brasil, o Cartoon Network engloba o canal de TV por assinatura com transmissão 24h e líder entre as crianças no Brasil, além de diversos outros meios, incluindo internet, mobile, presença nas redes sociais, eventos e produtos licenciados. Proprietário do maior acervo de desenhos animados do mundo, o canal conta com produções originais premiadas como Hora de Aventura, Steven Universo, As Meninas Superpoderosas, Ben 10 e O Incrível Mundo de Gumball. Também vem desenvolvendo várias horas de conteúdo original local na América Latina, estreando títulos como Irmão do Jorel, Historietas Assombradas, e uma série animada com episódios inéditos da Turma da Mônica, produzida no Brasil com a Mauricio de Sousa Produções. O canal foi lançado em 30 de abril de 1993 e é transmitido na América Latina em mais de 61 milhões de domic ílios em português, espanhol e inglês. No Brasil, o Cartoon Network está disponível para mais de 16 milhões de pessoas nas operadoras NET (canal 104 e 604), Sky (canal 101 e 301), Claro HDTV (canal 104), Oi TV HD (canal 112), Vivo TV (canal 56 ou 321) e GVT (canal 21).

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Rafaela Cortina – Cartoon Network
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18jul
Novidades Monopoly!
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A Zara lançou sua uma linha de roupas inspirada em Monopoly, o jogo de tabuleiro mais famoso do mundo!

Os produtos podem ser encontrados nas mais de 1.770 lojas da rede, presente em 86 países.

Estamos preparando uma grande festa em todo o mundo, pois no próximo ano, Monopoly comemorará 85 anos de muito sucesso!!

Uma das marcas mais icônicas da Hasbro, fará aniversário e apresentará muitas novidades e oportunidades durante todo o ano comemorativo!!

PARA LICENCIAR:

Eventos e Brinquedos

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Histórias consagradas ganham nova vida em onda de live-actions
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Rei Leão se une a Turma da Mônica, Aladdin e Barbie na releitura de clássicos: menos riscos com garantia de público e licenciamentos

Thaís Monteiro
17 de julho de 2019 – 6h51

Nesta quinta-feira, 18, estreia nos cinemas o live-action de O Rei Leão, versão da animação lançada primeiramente pela Walt Disney Company em 1994. O filme original arrecadou US$ 968 milhões, se tornando o longa-metragem de maior bilheteria naquele ano. Em cartaz na China desde a sexta-feira, 12, a nova produção ultrapassou Toy Story 4 em vendas e já acumula US$ 54 milhões. A expectativa é que a bilheteria global chegue a US$ 450 milhões até domingo, 21.

Confiando nesse sucesso e na evolução tecnológica, a Disney vem investindo intensamente em live-actions. Somente neste ano, são quatro: DumboAladdinO Rei Leão e Malévola 2. Para 2020, a empresa já anunciou o remake de Mulan e especula-se que A Pequena Sereia também estreie em 2021.

O Rei Leão é o terceiro live-action lançado pela Disney este ano (Crédito: Divulgação/Walt Disney Studios)

A ideia de apostar na releitura de antigos clássicos da animação com atores reais se espalha para além da Disney. A Mauricio de Sousa Produções está exibindo o filme Laços, uma live-action da Turma da Mônica. Em agosto deste ano, a Paramount Pictures coloca em cartaz Dora e a Cidade Perdida, live-action do desenho Dora, a Aventureira. A Mattel e Warner Bros. anunciaram a produção de um filme da boneca Barbie, provavelmente com Margot Robbie como protagonista. “Essa prática de recontar histórias é muito comum e vem da literatura, com várias versões das mesmas histórias. Isso também acontece no cinema e na televisão”, diz Lyara Oliveira, professora na Faap e integrante do LabArteMídia, Laboratório de Arte, Mídia e Tecnologias Digitais da USP.

Também significa uma garantia a mais de retorno econômico. Lyara aponta que os grandes estúdios vivem uma crise de seus modelos de funcionamento e negócios e estão em uma busca “desenfreada” por manter uma estrutura de negócio que já não funciona tão bem como antigamente. “Apostar em algo inteiramente novo é também um risco, mas esse risco é minimizado quando se aposta em adaptações de histórias já conhecidas ou mesmo sequências e refilmagens. Então, no fim das contas, tal situação é muito mais uma conjuntura econômica do que propriamente ausência de criatividade”, afirma Francisco Russo, crítico e coordenador de redação do AdoroCinema.

Para José Carvalho, roteirista e sócio da Roteiraria, a grande quantidade dessas produções também é resultado de um processo histórico: uma fusão da linha de montagem da indústria cultural com seu papel de ser vanguarda, o que colaborou para uma busca incessante pelo novo. “O que me parece é que essa união de fatores sofreu um esgotamento de possibilidades narrativas e agora há um vácuo que, em parte, está sendo preenchido por uma incerteza que leva produtores e público em direção a um conteúdo que eles já conhecem”, opina.

Ainda sob o aspecto econômico, o estúdio pode aproveitar para relançar produtos licenciados e peças de merchandising. Adriana Cacace, diretora geral da Flix Media, diz que os anunciantes reagem positivamente quando há live-actions em cartaz. Porém, não há um tipo de cliente específico para o formato. Normalmente, são empresas do setor de informática, telecomunicações, entretenimento, educação, alimentos e bebidas. No mercado de cinema há 22 anos, Adriana não vê novidade em refilmagens. “Nasce uma estrela, por exemplo, teve quatro versões, sendo que a segunda foi feita em 1954, ou seja, desde lá é comum que os filmes sejam revisitados”. Ela considera que a prática é uma oportunidade das empresas de entretenimento atraírem um novo público que têm “a garantia de qualidade dos roteiros que já foram anteriormente aprovados”.

Reality-cinema
Para Lyara e Francisco, outra vantagem das produções é exibir os avanços tecnológicos em efeitos especiais que tornaram mais fácil e eficiente transformar objetos inanimados, animais e seres sobrenaturais em personagens mais realistas. A veracidade é o grande atrativo e tem relação com um desejo do consumidor ver mais a vida real. José Carvalho concorda: “Esta é uma tendência natural para onde a narrativa audiovisual migraria. Os teóricos chamam essa figura de veridicção, uma fusão do factual com o ficcional. O mercado une meios virtuais com a vontade do público ver a vida real. Nunca se esteve tão perto de ‘a vida como ela é’”.

No entanto, fãs fiéis às animações também podem não ver o novo produto com bons olhos. “Por ser uma história já conhecida e amada, o filme em questão nasce com boas chances de sucesso junto aos fãs. A desvantagem, ou melhor, o risco é que nem sempre possíveis mudanças são bem aceitas, o que pode gerar um burburinho negativo em torno do filme antes mesmo de seu lançamento”, diz Francisco. Isso começou a se materializar na live-action de Sonic, personagem de videogame da Sega. O público desaprovou a aparência do protagonista ao ser divulgado o primeiro trailer do longa e o estúdio decidiu recriar seu visual. O Rei Leão também recebeu críticas pela falta de expressão no rosto dos personagens.

O live-action traz novo propósito às animações, trazendo maior realismo aos personagens que antes existiam só em 2D e novas versões para uma identidade narrativa já existente. “Trata-se de uma estratégia de negócio que não é nova, nem inédita e não acredito que esteja relacionado a qualquer crise criativa do mercado de audiovisual”, afirma Lyara. “Tem a ver com fato de o mercado audiovisual estar cada vez maior e sempre ávido por boas histórias. É absolutamente normal, enquanto estratégia de negócio, que uma empresa que detenha os direitos de uma história famosa queira aproveitar o sucesso já estabelecido para relançar novas versões, conquistar novas gerações e, ao mesmo tempo, reacender o imaginário do público originalmente já cativo.”

**Crédito da imagem no topo: Divulgação/Disney

Fonte: Meio & Mensagem

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17jul
L.O.L. Surprise! O.M.G. já está entre os TOP 10 da Amazon
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No dia 7 de julho, A MGA anunciou, nos EUA, o grande lançamento de uma nova linha de fashion dolls. As novas bonecas fashion, L.O.L, Surprise! O.M.G., como suas antecessoras, apresentam surpresas de unboxing que levam à revelação da boneca. São 20 surpresas para revelar! A embalagem também funciona como um closet reutilizável e playset de camarim.

As bonecas apresentam cabelos sedosos, é possível escová-los, e – sim – até mesmo lavá-los. Elas também possuem articulação no pescoço, ombros, punhos, cotovelos e muito mais.

A primeira série inclui Swag, a irmã mais velha de M.C. Swag; Royal Bee, a irmã mais velha da Queen Bee; Lady Diva, a irmã mais velha de Diva; e Neon-licious, a irmã mais velha de Neon Q.T.

Em apenas uma semana de lançamento no exterior, as bonecas já estão entre os TOP 10 brinquedos (bonecas e acessórios) da Amazon. 

No Brasil, o lançamento está previsto a partir de agosto.

Assista ao comercial oficial de L.O.L. Suprise! O.M.G! Clique na imagem abaixo: https://www.youtube.com/watch?v=TI1sDdv1qqk

Entre em contato com o nosso departamento comercial e faça parte desse sucesso! 

Fonte: Tycoon 360

 contato@tycoon360.com.br

+55 11 3090-4244

 

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