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Startup brasileira cria o primeiro álbum de figurinhas da Copa no metaverso

The Cryptoplayers se tornou a pioneira no mercado de colecionáveis futebolísticos no meio digital, os chamados NFTs. O projeto encabeçado por Diogo Ruiz visa a democratização do acesso à tecnologia e estima faturamentos milionários

 (crédito: Divulgação/The Cryptoplayers)
(crédito: Divulgação/The Cryptoplayers)

Em ano de Copa, as emoções se renovam turbinadas pela acelerada revolução digital. Na contagem regressiva para o Mundial do Catar, com início em 21 de novembro, os álbuns analógicos ganham concorrentes virtuais. Uma startup brasileira, por exemplo, resolveu ir além das figurinhas de papel e unir as paixões dos fãs de tecnologia, futebol e figurinhas.

A partir da inovação, a firma visa, também, a democratizar e popularizar os NFT’s. As figurinhas são comercializadas na plataforma OpenSea, com valores específicos para cada categoria. Os colecionáveis comuns custam R$ 5. As figuras limitadas podem ser adquiridas por R$ 10, enquanto as raras e únicas são vendidas por cerca de R$ 5 mil e R$ 10 mil, respectivamente.

“Temos que democratizar o acesso à tecnologia. A forma que encontrei, ao criar os cryptoplayers, foi usar a dinâmica pré-existente, a dos álbuns de figurinhas da Copa. E esse álbum não pode custar R$ 1 milhão ou R$ 100 milhões. É uma proposta totalmente diferente das que estão no mercado”, ressalta o executivo.

Atualmente, estão disponíveis 70 colecionáveis dos principais jogadores das 15 seleções classificadas para a Copa do Catar, entre eles, a do Brasil. Com a confirmação das outras 17 vagas, a galeria chegará a 640 itens, sendo 576 figurinhas e as 32 bandeiras dos países.

 

Cromos da startup brasileira se inspiram em muitos craques da vida real(foto: Divulgação/The Cryptoplayers)

Upgrade

O viés é de alta. Ao fim do primeiro ano de projeto, Ruiz estima faturamento de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 502 milhões). Para 2023, a intenção do empreendedor é dobrar a receita com a criação de novos produtos, como álbuns e personagens da Liga dos Campeões da Europa, Libertadores e NBA.

No ambiente digital, a Seleção Brasileira conta com dois representantes queridos pela torcida. A figura de Mark Win-Oz é uma alusão ao zagueiro Marquinhos. Lá na frente, quem marca presença é Heyho Drygoal, a representação do jovem atacante Rodrygo.

“A ideia é que os crypto players sejam muito mais lúdicos do que reais, pois podemos navegar em outros mundos que não sejam a realidade. Podemos até correlacionar, mas isso não impede o nosso crescimento”, justifica o criador.

Diferentemente da interação com as figurinhas de papel, os crypto players oferecem diversos atributos, como ritmo, imposição física, velocidade, drible, finalização e outras características variáveis conforme os desempenhos de suas inspirações nos gramados da vida real. A meta é que, depois da Copa, o projeto de álbum digital se consolide como um game.

Hoje, o modo pode ser jogado na versão beta disponível na web, porém, sem possibilidade de faturar cartas adversárias. Essa opção chegará para valer em abril, quando o modo estará disponível na blockchain.

A terceira atualização nos cryptos players está prevista para junho, com a criação de um fantasy game. O usuário poderá montar e gerenciar o time. O plano de imersão fará com que o cliente negocie atletas, escolha o desenho tático e desafie outros players. Se a Copa ainda está longe, a tecnologia e as inovações digitais estão em ritmo frenético. O futebol e a maneira de interagir com o esporte mais popular do mundo recebem seus upgrades.

Glossário do mundo digital

CryptoPlayers
É uma empresa de games em NFT (NFT Game). Começou como um colecionável, mas evoluirá para uma empresa de jogos. Os The CryptoPlayers NFT serão parte desse ecossistema. A firma já lançou o Super Trunfo na web. Em abril, estreará na blockchain. No meio do ano, ativará o primeiro game na modalidade play to earn.

É uma espécie de certificado digital, estabelecido via blockchain, que atribui originalidade e exclusividade a bens digitais. Sigla para “Non-fungible Token” (“Token não-fungível”, em tradução livre). Um NFT atrelado a uma imagem, foto, vídeo, música, mensagem ou postagem em rede social faz desse item único e abre mercado para colecionadores e investidores.

Metaverso
Universo virtual, a partir de diversas tecnologias, como realidade virtual, realidade aumentada, redes sociais, criptomoeda. As pessoas interagirão entre si por meio de avatares digitais.

Blockchain
Banco de dados interligados por blocos em cadeia, que oferecem mais segurança e integridade aos usuários.

OpenSea
Principal mercado americano de tokens não fungíveis.

É o nome genérico para moedas digitais descentralizadas, criadas em uma rede blockchain, a partir de sistemas avançados de criptografia que protegem as transações, informações e os dados de quem transaciona.

Crypto Wallet
É o nome genérico para moedas digitais descentralizadas, criadas em uma rede blockchain, a partir de sistemas avançados de criptografia que protegem as transações, informações e os dados de quem transaciona.

Fonte: Correio Braziliense

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